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03 mar

Privatização da COPEL: quem ganha e quem perde em Foz do Iguaçu?

A privatização mudou o foco da empresa

Em 2023, a Copel deixou de ser uma empresa pública controlada pelo Estado do Paraná e passou a operar sob controle privado. A mudança foi apresentada como modernização e aumento de eficiência.

No entanto, após a privatização, começaram a surgir questionamentos sobre qualidade do serviço, aumento de reclamações e mudanças na estrutura de trabalho.

Segundo reportagem especial do portal H2FOZ, as reclamações contra a Copel aumentaram significativamente em Foz do Iguaçu após a privatização, envolvendo problemas como demora no atendimento, instabilidade no fornecimento e dificuldades na resolução de demandas da população (Fonte: H2FOZ – “Reclamações contra a Copel disparam em Foz do Iguaçu”


Terceirização: redução de custos ou precarização?

Um dos principais efeitos da privatização foi a ampliação da terceirização.

A reportagem do H2FOZ destaca que áreas que antes eram compostas por trabalhadores próprios passaram a ser executadas por empresas terceirizadas. Isso impacta diretamente:

  • A qualificação técnica

  • O tempo de treinamento

  • A segurança no trabalho

  • A estabilidade da mão de obra

  • A qualidade do atendimento à população

A lógica do setor privado prioriza a redução de custos operacionais. E, na prática, isso significa menos investimento em pessoal próprio e maior dependência de contratos terceirizados.

Quando o trabalhador vira “custo” e não investimento, o resultado é precarização.


Impactos para os trabalhadores

A ampliação da terceirização costuma trazer:

  • Rotatividade elevada

  • Salários menores

  • Menor proteção sindical

  • Condições de trabalho mais frágeis

  • Maior exposição a riscos operacionais

No setor elétrico, isso é ainda mais grave. Estamos falando de uma atividade de alto risco, que exige qualificação, experiência e estrutura adequada.

Precarizar a mão de obra não é apenas um problema trabalhista.
É também um problema de segurança pública e de qualidade do serviço.


Impactos para a população

A energia elétrica é um serviço essencial.

Quando há:

  • Redução de equipes próprias

  • Enxugamento estrutural

  • Terceirização ampla

  • Foco excessivo em rentabilidade

quem sente é a população.

Aumento no tempo de resposta, dificuldade de atendimento e oscilações no serviço são sintomas de um modelo que prioriza dividendos em vez de serviço público.

A própria reportagem do H2FOZ evidencia o crescimento das queixas locais após a mudança no modelo de gestão (Fonte: H2FOZ, link acima).


O que está em jogo?

A discussão não é apenas sobre gestão empresarial.

É sobre:

✔ Modelo de serviço público
✔ Condições de trabalho
✔ Segurança operacional
✔ Responsabilidade social
✔ Qualidade no atendimento à população

A privatização transforma um direito essencial em ativo financeiro.

E quando isso acontece, a pressão por lucro tende a se sobrepor ao compromisso com a sociedade.


✊ Organização é a resposta

Diante desse cenário, uma coisa é clara:

Sem organização, a precarização avança.
Sem sindicato forte, os direitos enfraquecem.
Sem representatividade, as decisões são tomadas sem a categoria.

A sindicalização não é apenas uma formalidade.

É instrumento de proteção coletiva.

É por meio da organização sindical que:

✔ Fiscalizamos condições de trabalho
✔ Combatemos precarização
✔ Defendemos empregos
✔ Atuamos juridicamente
✔ Garantimos voz na negociação


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Fortaleça quem luta por você.
Fortaleça a categoria.
Fortaleça a defesa do setor elétrico público e de qualidade.

SINEFI – Sindicato forte, categoria protegida.



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